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Agência de Notícias da Prefeitura de Ourinhos

Assistência Social quer voltar a ser referência para a comunidade

Assistência Social

Por Coordenadoria de Comunicação Social

Ourinhos, São Paulo

Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2017

   

 

Assim como em outras áreas da administração, o cenário atual do setor social de Ourinhos também apresenta problemas críticos herdados da administração anterior. O principal deles, segundo o secretário municipal de Assistência Social Felipe Pereira Ramos, está relacionado ao distanciamento que as políticas públicas tomaram da comunidade. Reverter este quadro é o pontapé inicial do trabalho da pasta responsável pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) e pelas parcerias com entidades sociais. 

“Nossa expectativa para este primeiro ano é voltar a ser referência nas comunidades através do CRAS, que é a porta de entrada. Se a porta de entrada já está com problemas, consequentemente, vai encontrar problemas nas questões políticas. O CRAS atua na proteção básica, que é no sentido preventivo. Garantindo um excelente trabalho nesse centro, evitamos que outros problemas venham acontecer. A Assistência Social é uma das grandes prioridades do Prefeito Lucas Pocay que determinou a realização de um trabalho de humanização e atenção nesse setor”, destacou o secretário. 

Para isso, a secretaria tem se aproximado de associações de bairros e desenvolvendo estratégias para um contato mais estreito com a comunidade. 

“Os serviços de convivência dos CRAS estão interrompidos desde setembro do ano passado. Ou seja, o foco central estava desarticulado. A Assistência trabalha muito com a população levando as principais carências de cada região, junto com os CRAS, a fim de constituir políticas públicas, pois é assim que se constitui, através das necessidades”, afirma Felipe. 

No caso das entidades conveniadas, o secretário ressalta que haverá um empenho da secretaria em garantir que os atendimentos sejam oferecidos de forma adequada. As denominadas OSC (Organizações da Sociedade Civil), além de atuarem com recursos próprios, receberão auxílio do poder público, como foi estipulado através da lei 3.019. 

Neste mês, por exemplo, as OSCs Giaaro (atendimento à infância e adolescência) e Lar Santa Teresa Jornet (cuidado e atenção ao idoso) receberam juntas cerca de R$ 37 mil, referentes a verba de devolução da Câmara Municipal. Todos os anos a Prefeitura de Ourinhos repassa uma verba à Câmara Municipal, o valor não gasto no exercício é devolvido à administração, que repassa para entidades sociais. Este valor de R$ 37 mil entregue às OSC é referente a este repasse. 

MORADORES DE RUA TERÃO ATENÇÃO REDOBRADA 

Outro problema que terá atenção redobrada é a situação dos moradores de rua em Ourinhos. Assunto polêmico na última gestão, o crescente número de andarilhos espalhados por pontos críticos - como o entorno da rodoviária, praças e calçadas de centros comerciais - gerou diversas reclamações por parte da população.

O secretário municipal revela que se reuniu com os representantes da Associação Comercial para desenvolver estratégias para solucionar a questão. 

“Nossa intenção é ter o máximo de entidades envolvidas para resolver isso. O contato com a Associação Comercial, por exemplo, teve como objetivo levantar quais são as reclamações dos principais prejudicados, que são os lojistas”, frisa Felipe.

Além disso, a secretaria também está fortalecendo o serviço de abordagem a essas pessoas. Felipe lembra que existem vários perfis de moradores de rua. Há os que preferem viver nas ruas, longe das famílias. Os chamados “trecheiros”, que vão de cidade em cidade apenas de passagem. E aqueles em situação de drogadição e alcoolismo. 

“Para cada uma delas é um tratamento diferente. No primeiro caso, tentamos recuperar o vínculo com a família. No segundo, auxiliar na documentação para que a pessoa continue seguindo viagem. E no terceiro, um tratamento de saúde para que ela consiga largar os vícios”, detalha. 

Para isso, Assistência Social pretende fechar parceria também com a Saúde para oferecer atendimento especializado. Felipe ressalta que o trabalho tem que ser humanizado e neste contexto, pretende utilizar outras pessoas que já estiveram na mesma situação no trabalho de abordagem. 

Ele ressalta que o acolhimento deve ser feito de forma consentida e por isso a importância de boas estratégias.

A Assistência Social oferece dois tipos de serviços para o morador de rua. O primeiro é o Centro Pop, local para se alimentar, fazer sua higiene, lavar suas roupas e regularizar documentos. O segundo é o “acolhimento” onde a pessoa pode morar e receber o devido atendimento social e de saúde. 

“Este é um assunto que exige certa calma da população. É um problema crítico sim, mas não adianta tomar atitude que pode parecer agradável de início, mas que não surtem muitos efeitos. Precisamos estudar e conhecer o perfil do morador de rua e fazer um levantamento mais aprimorado, que ainda não existe, para poder atuar seriamente”, reforça. 

O Centro Pop funciona na Vila São Luis e hoje atende em torno de 32 moradores de rua por dia. Já o acolhimento, administrado pelo NAIA, tem 47 pessoas sendo atendidas mensalmente, além de 142 “trecheiros” que estão vivendo lá, mas em breve, deverão seguir viagem. O secretário diz que já tem trabalhado para aumentar a capacidade de atendimento do acolhimento.

 

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