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Agência de Notícias da Prefeitura de Ourinhos

Lucas Pocay quer melhorias no atendimento do SAMU

Saúde

Por Coordenadoria de Comunicação Social

Ourinhos, São Paulo

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2017

   

Com um currículo extenso na área de gestão pública e medicina que soma 26 anos de profissão, inclusive com atuação no SAMU em Brasília e São Paulo, o médico coordenador do SAMU de Ourinhos e região, Dr. Antônio Onimaru já projeta diversas melhorias para que o serviço seja executado de forma mais eficaz, conforme solicitou o prefeito Lucas Pocay. 

As deficiências encontradas no prédio são diversas, até mesmo estruturais e de material, mas, segundo o Dr. Onimaru, haverá um grande empenho para que sejam sanadas.
“Primeiro, vamos reestruturar mesmo a questão da organização interna do SAMU, a administração, gestão, equipes, equipamentos e materiais. Vamos fazer um controle de tudo de forma geral para que a gente tenha um fluxo adequado para trabalhar”, fala. “Depois, vamos melhorar o atendimento em relação à humanização do serviço na questão da regulação médica, forma de triar, fazer o olhar voltar para o paciente, que é uma das principais causas que eu vejo que há necessidade de se modificar. O Prefeito Lucas Pocay quer do SAMU ações de aproximação com a população”, completa.
De acordo com o médico, o SAMU de Ourinhos, até então, não havia um fluxo fixo mensal de entrada e saída dos equipamentos, medicamentos, que eram utilizados, sendo assim, a escassez de itens em geral era frequente. Ele ressalta que este é um dos problemas que precisam ser resolvidos de forma imediata.
Atualmente, o SAMU possui sete ambulâncias atuantes e 3 reservas e opera com duas unidades móveis de Suporte Avançado de Vida para atender ocorrências graves, em que atuam um médico, um enfermeiro e um condutor e cinco unidades de Suporte Básico de Vida, com um técnico de enfermagem e um condutor em cada uma, para atender ocorrências de 12 municípios da região.
São três médicos por dia, um responsável pela regulação médica (triagem feita pelo telefone quando o SAMU é acionado) e um médico em cada ambulância para atender ocorrências graves que possuem a base em Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo.
As cinco unidades de Suporte Básico de Vida atuam nas bases de Ourinhos, Santa Cruz do Rio Pardo, Ipaussu, Bernardino de Campos e Timburi. Havendo a necessidade de se deslocar para outras cidades sem base, assim como as de atendimento para casos graves, são as mesmas que fazem o trajeto até São Pedro do Turvo, Salto Grande, Canitar, Chavantes, Espiríto Santo do Turvo, Óleo e Ribeirão do Sul.
Dr. Onimaru assumiu o cargo no dia 04 de janeiro e já começou a visitar as bases operacionais, fazendo o primeiro contato com as equipes para explicar a nova proposta de trabalho.
“Minha intenção como coordenador é estar no dia a dia acompanhando o trabalho das equipes”, comenta. Ele revela que se tratando de gestão, o trabalho é intenso. “Agora em relação ao atendimento das equipes, eu não posso falar porque ainda não tive como fazer uma avaliação devido ao curto espaço de tempo. De qualquer forma, o serviço do SAMU é padronizado e deve seguir o protocolo do Ministério da Saúde”, termina.
Trabalho do SAMU é em conjunto com a população, diz o médico - Outro ponto a ser trabalhado pela nova proposta é em relação ao contato com a população. “A população quando liga para o SAMU tem dificuldade de informar onde está. Nós precisamos que ela esteja pronta para dizer onde fica a residência, o número, uma referência, principalmente porque o trabalho que fazemos muitas vezes é para atender ocorrências de uma outra cidade, o que exige ainda mais de nós eficiência e clareza no contato com o paciente”, fala.
O tempo médio para realizar o primeiro contato é de até 1 minuto e mais 3 para que o médico faça uma avaliação rápida e encaminhe a unidade (básica ou avançada) para atendimento.
O tempo médio para a chegada ao local é de até 10 minutos dentro da cidade e até 30 no caso de se deslocar para um outro município.
Ainda se tratando da população, o médico ressalta a importância da conscientização de que não se deve passar trotes.
“No caso dos adultos, existe uma punição, mas no caso das crianças, muitas vezes falta esse trabalho. Por isso, queremos colocar em Ourinhos o Samuzinho, que é um projeto de conscientização sobre os primeiros socorros e também sobre a utilização do serviço”, explica.
Capacitação da rede de urgência do município também é, segundo o médico, uma responsabilidade do SAMU.
“O que entendo como rede de urgência são pronto atendimento, UPA, postos de saúde, hospitais da Santa Casa. Esses profissionais devem estar preparados para atender uma urgência para que o serviço possa ser melhorado”, afirma. “Um exemplo: uma pessoa de uma cidade menor pode ser atendida a primeira instância no posto de saúde da sua cidade, até que a ambulância chegue, é preciso que o profissional saiba manter a vida deste paciente”, exemplifica.
Para isso, o médico pretende colocar em ação o NEP (Núcleo de Educação Permanente), que permite através de parcerias com universidades da região, treinamentos e capacitações para os profissionais que atuam na saúde em Ourinhos.
CONDIÇÕES PRECÁRIAS DEIXADAS PELA ANTIGA ADMINISTRAÇÃO
O prédio onde os profissionais do SAMU trabalham foi entregue pela antiga gestão em condições lastimáveis. Com problemas básicos como infiltrações, muitos itens quebrados ou em péssimas condições de uso e até remendos feitos nos portões principais, o coordenador fala que as pequenas mudanças já começaram.
“Isso aqui estava realmente abandonado. Faltavam coisas básicas para as equipes trabalharem, de material de escritório a medicamentos e equipamentos para uso. Nós chegamos e estamos colocando as coisas no lugar e nos organizando para que o serviço do SAMU seja executado da melhor forma possível”, conclui.

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